Ultimamente
em virtude de cirurgia de familiar tenho estado em hospital e UTI. Acredito que poucos ou mesmo ninguém gosta de
hospital, menos ainda de Unidade de Tratamento Intensivo. Porém, os problemas
relativos a saúde ocorrem quando então
acabamos no quarto de um hospital ou ainda submetido a uma cirurgia, a qual exige cuidados numa UTI.
O
hospital é um local onde se verifica diferentes realidades. Umas de tristeza,
outras de preocupações. Percebemos vidas que resistem, enquanto outras findam, assim
como as novas vidas no choro de uma
criança.
Nesse
local de paradoxos as pessoas se encontram e se desencontram. Ficamos
conhecendo o desconhecido seja o recepcionista ou enfermeira e enfermeiro, assim como o médico.
Além
de doentes, profissionais da saúde e máquinas, além de outros objetos, constituem elementos de um
hospital e de uma UTI.
Dentre
os profissionais da saúde há os que procuram ajudar e igualmente prestar informação ao responsável, assim como
há os parecem fugir de qualquer indagação, mesmo que a indagação seja para
informar por que a pressão da pessoa X esta aumentando ou então entender o
funcionamento de uma máquina de ajuda a respiração.
Em
todos os hospitais há horário de visitas, o procedimento demonstra o cuidado
para com o doente.
Se
tratando de pessoas na Unidade de Tratamento Intensivo, cada visitante tem que
aguardar na sala de espera.
A
sala de espera, não apenas é um local de aguardo, mas onde os desconhecidos se conhecem e até mesmo
são estabelecidas novas amizades.
De
certa forma as pessoas que estão na sala
de espera tem algo em comum ou seja saber noticia de um familiar ou até mesmo
de uma pessoa amiga.
Em
um quadro fixado esta o boletim do dia.
Fulano de tal inspira cuidados, outro estável ou então grave.
A
informação constante no boletim produz alivio e preocupação. É capaz mudar o animo das pessoas. Para uns o alivio
junto com o sorriso e para outros a tristeza na lágrima que cai.
E
a enfermeira abre a porta, quando então cada visitante corre para ver e saber como esta seu familiar, antes disso é preciso
passar álcool nãos mãos.
Entendo
que não basta passar álcool, carece ser exigido mais do que um simples
limpar de mãos. As UTIs de hospitais com rara exceções são redutos de bactérias. Alguém se atreve
afirmar que na UTI há mais perigo de
ficar doente do que lá fora na rua.
Deveria
cada visitante ao entrar na UTI usar avental e trocar
de calçado e até mesmo usar luvas. Como se sabe o calçado contem não só sujeira, mas bactérias e fungos ou
ainda vírus prejudiciais a saúde.
Aumentar
os cuidados não significa dificultar visitas, mas demonstrar maior zelo com a
vida de cada pessoa que se encontra numa Unidade de Tratamento Intensivo.
Finda
o horário de visita é hora de ir para a casa, descansar e mais tarde voltar
novamente a UTI para então saber de novas noticiais daquela pessoa acamada..
Uma rotina que esta longe de alegrar, mas que faz parte da vida. E se hoje somos os visitantes,
talvez num outro dia sejamos os enfermos, pois viver significa também passar e
vencer etapas.
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