terça-feira, 7 de novembro de 2017

HOSPITAL E UTI


Ultimamente em virtude de cirurgia de familiar tenho estado em  hospital e UTI.  Acredito que poucos ou mesmo ninguém gosta de hospital, menos ainda de Unidade de Tratamento Intensivo. Porém, os problemas relativos a saúde ocorrem  quando então acabamos  no  quarto de um hospital  ou ainda submetido a uma  cirurgia, a qual  exige   cuidados numa UTI.
O hospital é um local onde se verifica  diferentes realidades. Umas de tristeza, outras de preocupações. Percebemos vidas que resistem, enquanto outras findam, assim como as  novas vidas no choro de uma criança.
Nesse local de paradoxos as pessoas se encontram e se desencontram. Ficamos conhecendo o desconhecido seja o recepcionista ou  enfermeira e enfermeiro, assim como o  médico.
Além de  doentes,  profissionais da saúde e  máquinas, além de outros objetos,  constituem elementos   de um hospital e  de uma UTI.
Dentre os profissionais  da saúde  há os que procuram ajudar  e igualmente  prestar informação ao responsável, assim como há os parecem fugir de qualquer indagação, mesmo que a indagação seja para informar por que a pressão da pessoa X esta aumentando ou então entender o funcionamento de uma máquina de ajuda a respiração.
Em todos os hospitais há horário de visitas, o procedimento demonstra o cuidado para com o doente.
Se tratando de pessoas na Unidade de Tratamento Intensivo, cada visitante tem que aguardar na sala de espera.
A sala de espera, não apenas é um local de aguardo, mas  onde os desconhecidos se conhecem e até mesmo são estabelecidas novas amizades.
De certa forma as pessoas que estão  na sala de espera tem algo em comum ou seja saber noticia de um familiar ou até mesmo de uma pessoa amiga.
Em um quadro fixado  esta o boletim do dia. Fulano de tal inspira cuidados, outro estável ou então grave.
A informação constante no boletim produz alivio e preocupação. É capaz  mudar o animo das pessoas. Para uns o alivio junto com o sorriso e para outros a tristeza na lágrima que cai.
E a enfermeira abre a porta, quando então cada visitante corre para ver e saber  como esta seu familiar, antes disso é preciso passar álcool nãos mãos.

Entendo  que não basta  passar álcool,  carece ser exigido mais do que um simples limpar  de  mãos. As UTIs de hospitais com  rara exceções  são redutos de bactérias. Alguém se atreve afirmar que na UTI  há mais perigo de ficar doente  do que lá fora na rua.
Deveria cada visitante ao entrar na UTI  usar   avental e   trocar de calçado e até mesmo usar luvas. Como se sabe o calçado  contem  não só sujeira, mas bactérias e fungos ou ainda vírus prejudiciais a saúde.
Aumentar os cuidados não significa dificultar visitas, mas demonstrar maior zelo com a vida de cada pessoa que se encontra numa Unidade de Tratamento Intensivo.
Finda o horário de visita é hora de ir para a casa, descansar e mais tarde voltar novamente a UTI para então saber de novas noticiais daquela pessoa acamada.. Uma rotina que esta longe de alegrar, mas que  faz parte da vida. E se hoje somos os visitantes, talvez num outro dia sejamos os enfermos, pois viver significa também passar e vencer etapas.













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