Não
há duvida de que a informação é indispensável as pessoas. Aliás, nossas ações
dependem das informações que recebemos ou deixamos de receber.
A
internet tem possibilitado maior acesso
as informações. Claro a multiplicação de dados possui seu lado bom, na medida que permite mais pessoas tenham acesso ao conhecimento,
mas igualmente considera o lado
negativo, pois quanto maior o volume de informações, maiores são também os riscos
relativos a veracidade dos dados. Todavia esse é um preço
pago a democratização do conhecimento.
Há
pessoas que ao consultar com o médico tem
cuidado com informação e para isso elaboram desde relação de remédio que usam até possíveis dores e mal estar vivenciados. Por
sua vez o médico poderá realizar ou pedir exames, o processo implica em possibilitar
informações sobre a saúde de seu
paciente e somente com o devido conhecimento prescrever o respectivo tratamento. No entanto, ainda no decorrer do tratamento
continuará a pedir por
informações.
Ainda
em relação a saúde, a maioria das pessoas tem receio de pedir informações ao
médico ou enfermeiro chefe. Alguns não
fazem questão de responder ou a agem amparado por um suposto sigilo
profissional.
O
sigilo realmente existe na medicina, porém não se confundem com direitos do paciente . Por exemplo, todo o
paciente ou seu responsável tem direito a ter acesso ao seu prontuário.
Prontuário médico é um documento que
contem todas as informações do paciente. O médico não só é obrigado a fornecer
o prontuário, mas dar explicações detalhadas sobre o que consta no documento.
A
obrigatoriedade consta no artigo 88 do
Código de Ética Médica e no artigo 72 do Código de Defesa do Consumidor e é defendida pelo Conselho Federal de Medicina,
bem como os Conselhos Regionais de Medicina.
O
uso da tecnologia se encontra cada vez mais presente na vida das pessoas e nas
instituições. Hoje, qualquer pessoa pode
acompanhar qualquer processo na Justiça,
basta para isso acessar determinado portal e fornecer seus dados.
Na
Receita Federal o contribuinte verifica divida tributária assim como outras
informações. Tudo isso sem sair de casa.
Em
países desenvolvidos já se verifica algumas consultas online, portanto, o
paciente não precisa comparecer o consultório médico.
No
Brasil ainda se cria dificuldades para fornecer informações sobre o quadro de
paciente internado. O processo poderia ser facilitado se hospitais e médicos
optassem pelo uso da Internet.
Cada
médico atualizaria o prontuário de seu
paciente através de um aplicativo. A informação chegaria a uma central de informações e funcionários colocariam os dados a disposição do paciente ou de seu
responsável. Tudo isso, enquanto o doente estivesse no hospital.
A
procura pelo médico só ocorreria no caso e maiores informações ou então do
detalhamento de dados.
Alguns
poderão até argumentar que o acesso virtual de informações de prontuário
poderia ser prejudicial a saúde do paciente. Todavia, tal preocupação deixa de
proceder quando se atribui responsabilidade ao possuidor das informações.
Hoje
pessoas possuem senhas de suas contas em
instituições bancárias se não tomarem cuidados logicamente que sofrerão as
consequências. Tal procedimento se aplica a saúde. O que não parece plausível é
criar dificuldades ou ampliar a
burocracia com informações que muitas vezes afetam a vida inclusive de quem
corre atrás de informações em hospitais ou consultórios médicos.