terça-feira, 31 de outubro de 2017

AS INFORMAÇÕES E A INFORMAÇÃO MÉDICA


Não há duvida de que a informação é indispensável as pessoas. Aliás, nossas ações dependem das informações que recebemos ou deixamos de receber.
A internet tem possibilitado  maior acesso as informações. Claro a multiplicação de dados possui  seu lado bom, na medida que permite  mais pessoas tenham acesso ao conhecimento, mas igualmente considera o  lado negativo, pois quanto maior o volume de informações, maiores são também  os riscos  relativos  a  veracidade dos dados. Todavia esse é um preço pago a democratização do conhecimento.
Há pessoas que ao consultar  com o médico tem cuidado com informação e para isso elaboram desde  relação de remédio que usam até  possíveis dores e mal estar vivenciados. Por sua vez o médico poderá realizar ou pedir exames, o processo implica em possibilitar  informações sobre a saúde de seu paciente e somente com o devido conhecimento  prescrever o respectivo  tratamento. No entanto, ainda no decorrer  do tratamento  continuará a pedir por  informações.
Ainda em relação a saúde, a maioria das pessoas tem receio de pedir informações ao médico ou enfermeiro chefe. Alguns  não fazem questão de responder ou a agem amparado por um suposto sigilo profissional.
O sigilo realmente existe na medicina, porém não se confundem com  direitos do paciente . Por exemplo, todo o paciente ou seu responsável tem direito a ter acesso ao seu prontuário. Prontuário médico é um  documento que contem todas as informações do paciente. O médico não só é obrigado a fornecer o prontuário, mas  dar explicações  detalhadas sobre o que consta no documento.
A obrigatoriedade  consta no artigo 88 do Código de Ética Médica e no artigo 72 do Código de Defesa do Consumidor e  é defendida pelo Conselho Federal de Medicina, bem como os Conselhos Regionais de Medicina.
O uso da tecnologia se encontra cada vez mais presente na vida das pessoas e nas instituições. Hoje,  qualquer pessoa pode acompanhar qualquer  processo na Justiça, basta para isso acessar determinado portal e fornecer seus dados.
Na Receita Federal o contribuinte verifica  divida tributária assim como outras informações. Tudo isso sem sair de casa.
Em países desenvolvidos já se verifica algumas consultas online, portanto, o paciente não precisa comparecer o consultório médico.
No Brasil ainda se cria dificuldades para fornecer informações sobre o quadro de paciente internado. O processo poderia ser facilitado se hospitais e médicos optassem pelo uso da Internet.
Cada médico atualizaria  o prontuário de seu paciente através de um aplicativo. A informação chegaria a  uma central de informações  e funcionários colocariam  os dados a disposição do paciente ou de seu responsável. Tudo isso, enquanto o doente estivesse no hospital.
A procura pelo médico só ocorreria no caso e maiores informações ou então do detalhamento de dados.
Alguns poderão até argumentar que o acesso virtual de informações de prontuário poderia ser prejudicial a saúde do paciente. Todavia, tal preocupação deixa de proceder quando se atribui responsabilidade ao possuidor das informações.
Hoje pessoas possuem  senhas de suas contas em instituições bancárias se não tomarem cuidados logicamente que sofrerão as consequências. Tal procedimento se aplica a saúde. O que não parece plausível é criar dificuldades ou  ampliar a burocracia com informações que muitas vezes afetam a vida inclusive de quem corre atrás de informações em hospitais ou consultórios médicos.










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