Toda
a doença não é causa, mas resultado. O corpo não é o causador e sim seu usuário.
Como um carro, não é o veiculo o culpado por um motor que não funciona, mas seu
proprietário.
A
doença possui diversas fontes, desde o modo de viver de cada um, alimentação,
falta de atividade física e o cuidado com a mente.
Não
há nas pessoas cultura relativa aos
cuidados com a vida. A preocupação só ocorre numa situação
indesejada. Interessa viver na
busca de bens . O maior valor reside no bem material, ao invés do humano.
O
doente tanto é responsável, como vitima. Responsável ao não cuidar da saúde e
vitima quando prejudicado por erros
médicos e até procedimentos
hospitalar.
A
medicina convencional tem como
preocupação consertar ou reverter estragos. Já medicina preventiva é ainda
tímida. Talvez evitar a doença não possibilite tanto dinheiro como ficar
doente.
Será que alguém ainda acredita que a doença
não é fonte de ganhos? Ganha desde o laboratório, farmácias até profissionais
da saúde e funerárias. Claro em tudo há exceções, porém não se pode esconder o lado mercantilista da medicina.
A
doença produz mudanças. O doente fica frágil, carente e dependente. Como
uma criança ou talvez um ancião. Numa
nova realidade passa a precisar mais dos outros.
Também
o ficar doente possibilita saber quanto realmente valemos. Mostra o valor do outro
para conosco. E o valor não esta nesta ou naquela palavra, pois até um papagaio
é capaz de reproduzir palavras. O valor reside em ações em atos, ainda que
simples, como alcançar um copo d’água.
Em
momento de doença, as pessoas costumam dizer, se precisar de alguma coisa é só
pedir. Talvez o ideal não seja ficar
na mera vontade, mas fazer. Como a música de Geraldo Vandré, “Quem sabe faz a hora, não
espera acontecer”.
Em
minhas idas e vindas a uma UTI verifiquei um fato
digno de verdadeiro amor . Confesso ser um
pouco incrédulo em amor, mas ele parece
existir entre pessoas que embora pobres nos possibilita lições de vida.
Diariamente
e durante a noite um senhor vai até ao hospital e se posiciona na porta da
UTI Cabisbaixo aguarda a hora de
entrar e quando a porta se abre de
vagarinho dirige até o leito de sua amada.
Olho
para aquela pessoa e chego a pensar no
amor dos animais, em que o cão espera por seu dono e corre para recebe-lo e
dar carinho.
Faz
11 meses que essa pessoa simples e humilde visita seu amor na esperança de um
dia ver com a saúde e certamente dizer valeu a
espera e o sacrifício, pois não há nada no mundo mais útil do que a vida.
O
exemplo desse senhor deveria ser seguido, especialmente por pessoas apegadas a si e seus bens.
O
mundo não irá melhorar com palavras, mas com ações, como do senhor que sem importar com o tempo
usa o tempo ainda pouco para ficar com outra pessoa.
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