Diariamente, a mídia
noticia fatos envolvendo politica, economia e o social. Na maioria das vezes são abordados a partir de resultados ou interesses. Dificilmente a informação procura
saber o comportamento do agente que praticou
ação. Por sua vez o comportamento humano
pode ocorrer ou não dentro de uma ética.
Devido
a relação existente entre moral e ética,
há quem acredite tratar de um só significado.
A
moral considera o individuo e suas ações, sem
qualquer juízo de valor. Toda a
sociedade tem certa moral que muda no
decorrer do tempo.
O
rico tem uma moral e o não afortunado
também tem sua moral. Da mesma forma o bandido e o mocinho.
Por
sua vez, cabe a ética dizer se os valores morais são corretos ou não. Se nossas
ações são boas ou ruins. A ética julga. Noutras
palavras, a moral faz acontecer,
enquanto a ética analisa a legalidade e
honestidade do que fizemos.
A
ausência de ética pode ser percebida no dia a dia e na mais simples atitude das
pessoas.
No
motorista que não respeita a faixa de segurança para possibilitar travessia
do pedestre. No jovem que se mantém sentado, enquanto o idoso viaja em pé. No
medico que deixa de atender adequadamente o paciente só por que é usuário do
INSS.
No
empresário que aumenta ganhos sem motivos ou vende mercadorias vencidas ou
estragadas.
Igualmente
no corporativismo em que integrantes da
mesma classe agem em defesa de seus interesses, mesmo quando sabedores de estar
prejudicando outros.
Na
imprensa que muitas vezes critica, porém cala-se ao receber dinheiro público.
Igualmente no jornalista que ao invés de informar opta pelo sensacionalismo e a parcialidade.
O desprezo a ética advém dos idos bíblicos quando Cristo ao se manifestar sobre possíveis erros
de uma mulher então chamada de prostituta proferiu aos então moralistas as
seguintes palavras:
“Quem dentre vós não tendes pecados que a tire a
primeira pedra”. Na verdade Cristo se referia a uma moralidade sem observância
a ética.
A corrupção existe desde que o mundo é mundo. Cessou
quando fora considerada a ética e prosperou na sua ausência.
Partidos e políticos em discursos defendem a moral e a ética, sem
que sejam capazes de agir eticamente.
E não são somente as agremiações e políticos, mas na
sociedade há os defensores, mas não pregadores de ética. De modo que a ética é uma folha ao vento.
Independente de colocações sobre
a crise brasileira o cerne da questão
esta na ética ou seja na prática de
fatos sem que ao mesmo tempo seja feito qualquer tipo de julgamento,
especialmente no sentido de verificar se o ato prejudica ou não o outro.
Em recente pesquisa sobre preferências
dos eleitores, 30% dos pesquisados
disseram que preferem Lula. Certamente há quem condene a corrupção, porém escolhe para Presidente da
República alguém que despreza a ética, consequentemente tais eleitores também
desconsideram a ética.
Tanto a moral quanto a ética não devem depender
apenas de leis, mas da vontade das pessoas e instituições.
Que a discussão inicie em cada um e cada um defenda
a ética com ética. Que possa ecoar nas escolas e universidades, bem como no governo e
órgãos públicos, assim como nas empresas e empresários, enfim envolva a todos e em toda a parte.
Enquanto a ética deixar de ser considerada, o Brasil
será como o paciente com leve melhoria devido o efeito do analgésico, mas volta
a piorar até por que não foram consideradas as causas da doença.
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