Ao
contrário do que alguns pensam o Brasil não é um pais pobre, mas injusto. O pior que entra governo e sai governo e o
quadro deixa de sofrer a mudança necessária.
Certa
vez o sociólogo Herbert José de Souza, o Betinho escrevera “ Não dá para todos ter a mesma riqueza, mas dá para
todos serem tratados como seres humanos”.
Concretamente. Betinho não defendia uma igualdade econômica e sim lutava por
uma igualdade humana.
Em
nenhum pais do mundo, há situação como a brasileira em que maior parte da riqueza beneficia poucos. Para se ter noção da concentração de riqueza, apenas seis
empresários brasileiros ganham o equivalente a renda de 100 milhões de
brasileiros.
Apenas um
empresário fica com a fatia de US$ 29,2 bilhões, o segundo
percebe US$20,5 bilhões e o menos
afortunado com R$$3,9 bilhões. Tais
informações se encontram inseridas na
revista americana Forbes. Na prática, os
5% mais ricos possuem renda igual aos 95 por cento do restante dos brasileiros.
E depois não sabemos a causa de tantos problemas sociais. O social depende do
econômico e junto necessitam do politico. Só que a politica ajuda o econômico
sem ter a mesma preocupação com o social.
O
PT em discursos reiteradas vezes tem se
gabado de ser o partido dos pobres.
Entretanto, no governo os grandes caciques não só ganham dinheiro como
ajudaram os mais ricos.
No
período de 2001 a 2015, os 10% mais ricos
ficaram com 55% da renda
nacional. No citado período houve queda da pobreza em virtude da queda da inflação e acesso
a
bens, sem que tenha ocorrido mudanças significativa e duradoura na renda dos
mais pobres. Outro detalhe, até 2012 não
havia recessão e o trabalhador tinha acesso ao emprego. Com a recessão o desemprego
aumenta e igualmente deixa de existir o salario, o que afeta a condição de vida
e possibilita voltar a pobreza.
O
governo petista num primeiro chega ajudar aos pobres e com isso possibilita a reeleição de Dilma, entretanto, no segundo
momento possibilita a recessão e com ela o pobre não volta a situação anterior,
mas numa posição inferior.
Interessante é perceber que tem eleitor
petista crente que a volta de Lula implicará em melhoria, esquece que o mesmo
Lula e sua turma acabaram com a galinha dos ovos de ouro.
Outro
fato é a tributação. A tributação
brasileira penaliza mais quem ganha menos e favorece quem ganha mais. Então o
Estado que deveria agir para diminuir a pobreza faz exatamente o contrário.
Enquanto
em países de Primeiro Mundo, a tributação incide totalmente sobre bens e ganhos
de capital. No Brasil a tributação é quase toda
sobre consumo de bens e serviços.
Por
conta do sistema tributário perverso, os
10% mais pobres destinam nada menos do que 32% de sua renda pagando tributos,
desde ICMS, até contribuições sociais, enquanto os 10% mais ricos não chegam a
gastar 21% de sua renda.
Qual
a saída para o quadro de horror?
Logicamente
que não será só com o crescimento da economia, pois crescimento com concentração de renda
continua bom para poucos e ruim para o
restante. É preciso mexer no bolo de forma que os mais ricos venham receber
fatias menores e os mais pobres fatias maiores. Para que isso ocorra, o
trabalhador precisará de qualificação e produção, uma vez que o
sistema não remunera por esforço, mas pela produtividade. Claro caberá o Estado
rever a legislação trabalhista e
possibilitar verdadeira Reforma Tributária.
Como
se percebe, se no passado o Brasil era injusto, a injustiça prossegue não
obstante os discursos da esquerda ou da direita.
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