domingo, 22 de outubro de 2017

BRASIL PAIS DAS INJUSTIÇAS


Ao contrário do que alguns pensam o Brasil não é um pais pobre, mas injusto.  O pior que entra governo e sai governo e o quadro deixa de sofrer a   mudança necessária.
Certa vez o sociólogo Herbert José de Souza, o Betinho escrevera “ Não  dá para todos ter a mesma riqueza, mas dá para todos serem tratados como  seres humanos”. Concretamente. Betinho não defendia uma igualdade econômica e sim lutava por uma igualdade humana.
Em nenhum pais do mundo, há situação como a brasileira em que maior parte da  riqueza  beneficia  poucos. Para se ter  noção da concentração de riqueza, apenas seis empresários brasileiros ganham o equivalente a renda de 100 milhões de brasileiros.
Apenas  um empresário  fica com   a fatia de US$ 29,2 bilhões, o segundo percebe  US$20,5 bilhões e o menos afortunado  com R$$3,9 bilhões. Tais informações se encontram  inseridas na revista americana Forbes. Na prática,  os 5% mais ricos possuem renda igual aos 95 por cento do restante dos brasileiros. E depois não sabemos a causa de tantos problemas sociais. O social depende do econômico e junto necessitam do politico. Só que a politica ajuda o econômico sem ter a mesma preocupação com o social.
O PT em  discursos reiteradas vezes tem se gabado de ser o partido dos pobres.  Entretanto, no governo os grandes caciques não só ganham dinheiro como ajudaram os mais ricos.
No período de 2001 a 2015, os 10% mais ricos  ficaram com 55% da  renda nacional. No citado período houve queda da pobreza em virtude da  queda da inflação e acesso
a bens, sem que tenha ocorrido mudanças significativa e duradoura na renda dos mais pobres. Outro detalhe,  até 2012 não havia recessão e o trabalhador tinha  acesso ao emprego. Com a recessão o desemprego aumenta e igualmente deixa de existir o salario, o que afeta a condição de vida e possibilita voltar a pobreza.
O governo petista num primeiro chega ajudar aos pobres e  com isso possibilita   a reeleição de Dilma, entretanto, no segundo momento possibilita a recessão e com ela o pobre não volta a situação anterior, mas numa posição inferior.
  Interessante é perceber que tem eleitor petista crente que a volta de Lula implicará em melhoria, esquece que o mesmo Lula e sua turma acabaram com a galinha dos ovos de ouro.
Outro fato  é a tributação. A tributação brasileira penaliza mais quem ganha menos e favorece quem ganha mais. Então o Estado que deveria agir para diminuir a pobreza faz exatamente o contrário.
Enquanto em países de Primeiro Mundo, a tributação incide totalmente sobre bens e ganhos de capital. No Brasil a tributação é quase toda   sobre consumo  de bens e serviços.
Por conta do  sistema tributário perverso, os 10% mais pobres destinam nada menos do que 32% de sua renda pagando tributos, desde ICMS, até contribuições sociais, enquanto os 10% mais ricos não chegam a gastar 21% de sua renda.
Qual a saída para o quadro de horror?
Logicamente que não será só com o crescimento da economia,  pois crescimento com concentração de renda continua bom  para poucos e ruim para o restante. É preciso mexer no bolo de forma que os mais ricos venham receber fatias menores e os mais pobres fatias maiores. Para que isso ocorra, o trabalhador  precisará de  qualificação e produção, uma vez que o sistema não remunera por esforço, mas pela produtividade. Claro caberá o Estado rever a legislação trabalhista  e possibilitar verdadeira Reforma Tributária.

Como se percebe, se no passado o Brasil era injusto, a injustiça prossegue não obstante os discursos da esquerda ou da direita.

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